sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Dia do Sol


Ontem foi o dia do sol,

Momento de reencontros

Tudo perfeito em sua particularidade

Mesmo que simples aos olhos humanos



Porém sempre há uma conspiração celeste

Nada como colocar pessoas frente a frente

Ainda quando tudo parece não fazer sentido



Confesso que rever, beijar e escutar você foi ótimo

Mas agora que passou não faz sentido algum

Então, somente algo divino poderá explicar isso um dia...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sexy Girl

Suave alameda de minha alma
Envolvente amor de minhas dores
Xamânica feiticeira de minha tristeza
Yin Yang perverso de meus desejos

Gata de arranhões venenosos
Irredutível  caçadora noturna 
Rata de pedaços de meu corpo
Leviana amante fugaz



sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Massacre em Realengo

O sopro das balas
Apagam os sonhos
Destrõem...

O sopro das balas
Apagaram os sonhos
A fúria das balas
Destruiram os caminhos

Há um rio de lágrimas em um Rio de esperanças
Há um rio de sangue em um Rio de belezas

Então me diz:
Afinal, qual é a explicação
Não somos loucos!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Aiyra



Das belezas, vocês são minhas
Mesmo após vidas e mortes
Ausente, estaremos juntos
Mesmo sem saber, mesmo sem querer

Porém devo ser e não ser
Aos seus olhos sou virtudes
Meus erros são ocultos
E os acertos são constantes

É difícil ser o baluarte
Devido a isso me questiono
Assim consigo ser firme
Sei que precisam de um anjo

Então recebam minha afeição
Não pelo sangue, pelo amar

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O Sangue de Iris

No convento a janela de um aposento abriu misteriosamente, com um vento frio e envolvente as dobradiças não resistiram, a velha janela começou a balançar e golpear a parede; tudo era apenas um preparativo para atraí-la. E dentro de poucos segundos a vida de Iris seria transformada. Trazido pelo ar frio do inverno europeu, um som hipnotizante entrou suavemente pelos ouvidos da jovem, que com um leve movimento se ergueu e ficou de pé, ela acordou de um sono pesado e entrou em um fascínio cego, caminhou lentamente em direção a velha janela de mogno, saltou com destreza e caminhou em direção ao jardim, com passos de anjo em meio ao gramado bem aparado, caminhou deixando a barra branca de cetim de sua camisola tocar a relva, de olhos fechados como os sonâmbulos ela chegou até ele, sentado com postura tranquila e serena o estranho aguardava a jovem. Aquele homem controlava cada movimento da linda moça com seu poder assustador e apaixonante, quando ela se aproximou dele foi despertada parcialmente, e como se o conhecesse a muitas vidas atirou-se em seus braços Nos braços do predador tudo parecia apaixonante, ela se despiu sem nenhum pudor, não parecia à donzela que frequentava a capela do convento e feria o joelho durante suas longas preces; Como uma garota que nunca conheceu um homem poderia fazer isso?

Com a habilidade de uma meretriz entrelaçou-se ao corpo do forasteiro e deixou escapar gemidos discretos, e sem nenhum pudor ela a no assento de mármore do jardim do cenóbio. Antes de deixá-la partir provou o sangue de seus seios, mas com extrema sensualidade após beber do vitae da jovem, passou levemente sua língua no ferimento causado pela mordida e com isso cicatrizou misticamente as marcas deixadas pelos seus caninos.

A majestosa de camisola simples novamente foi conduzida hipnoticamente ao quarto, saltou novamente a janela de seu aposento, caminhou até a cama e deitou-se entre os lençóis e cobertores; outra vez a jovem estava no leito sagrado.

Quando a bela Iris acordar saberá que durante a noite mitológica de lua cheia, morcegos e lobos nem sempre são reais, a cada uivo ou bater de asas poderá existir um suspiro de medo e no próximo solstício ela não será o somente a beleza, será também o medo.