quinta-feira, 17 de abril de 2014

Azul [Izabela]

Sou dos que pensam, dos que escrevem
Dos que fumam, dos que bebem
Dos que amam intensamente
Que não tira ela da mente
Mas ela é bela
É daquelas que florescem
Crescem, caem do pé
E depois desaparecem
Mas resurge
Como aquela vibe boa
Logo chega do nada com uma conversa a toa
 Aí meu mundo cresce
Vem e ganha mais cor
E se tu já sentiu isso saiba que é amor!


Prefiro nós dois voando do que eu sozinho na mão
Acalma, já to chegando, daí chega a diversão
Eu te beijo, tu me beija. Mas não para por aí
Só falo o que acontece se a censura permitir
Depois acendo um Derby azul, ela prefere Marlboro 
Fumaça sobe pra cabeça espantando os mal agoro
Ela traga profundo e depois deita no meu peito
Aí Marcelo D2, essa é a batida perfeita. 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

sábado, 5 de abril de 2014

Poesia da enganação [Miliane]

Mil anos seriam pouco pra te conhecer
Imagina só, ter toda a eternidade?! Seria um prazer
Linda e sagaz. Perfeita e invejada
Isso é um dom pra poucos, te-la na mesma estrada
Anos podem passar, mas é impossível te esquecer
Nunca na minha vida haverá alguém como você
Esperta, sagaz. Me engana direitinho e o pior é que eu quero mais.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Faço a ti

Fazer-te livro
E ler-te inteira
Te fazer porto
Atracar na beira
Te fazer mar
Desbravar marés
Te fazer caminho
Caminhar a pé

Fazer-me vento
Tocar-te da cabeça aos pés
Me faço sorte
Mas tu nunca serás revés
Me faço água
Me moldo conforme teu corpo
Me faço barco
E de novo atraco em teu porto


Faço-nos tudo
Não faço nada
Quando eu sou mudo
Tu és calada
Quando eu sou mundo
És universo
E somos tão grandes
Que nunca caberia neste verso.


sexta-feira, 21 de março de 2014

Lábios vermelhos e mortíferos. [Miliane]

 Tudo se resume a isto: Uma tourada.
 Eu, o pobre touro, que mesmo sabendo do meu destino mortal, sem chance alguma, me deixo seduzir por ela, a toureira, que com sua roupa apertada e seus lábios cor de sangue, que atiçam todos os meus instintos mais primitivos.
 A batalha se inicia na porta do coliseu, eu ainda calmo, pouco percebo o meu destino. Ela dá a primeira investida, se os reais toureiros balançam sua capa, ela lança beijos, mortíferos beijos ao vento, que doem por não ser em mim, isso sim!
 Me esquivo, bem, ao menos é o que eu acho que acontece, pois na verdade quem comanda esta batalha é ela, com seus graciosos movimentos de corpo e olhar.
 Me ponho no centro da arena, lugar perigoso, pois apesar de ser apenas um touro, aquele lugar é onde meus espíritos e pensamentos me atormentam:
 - HAHA, aquele beijo nunca será seu, mas minha nossa, como ela é gostosa!
 Ela percebe que estou enfraquecido e manda outra rajada de ilusão, ou seria desilusão? Não sei bem, só recebo o golpe e parto de cabeça baixa.
 Agora sei o por quê das pessoas repudiarem os touros, se a dor do touro for tão grande quanto essa, bem... Ele morreu em miséria.

terça-feira, 18 de março de 2014

Finalmente [+16]

Ele esperava naquela estação como se toda sua vida dependesse disso, mas na verdade, dependia. São Paulo nunca parava, especialmente nos fins de semana, mas parecia que excepcionalmente naquele sábado, todas as pessoas resolveram ir a praia ou ficar em casa com a família, com exceção de dois ou três gatos pingados sem alma com olhos vidrados na tela do smarthphone, a estação de metrô estava vazia, como se soubesse o que estava prestes a acontecer e tivesse alertado a todos.

 Ela estava um pouco nervosa, disse que chegaria as 14h30, mas sua mãe inventou contratempos para atrasa-la até o ultimo instante. Já eram 14h40 e ela ainda estava naquele vagão, pensando que ele, possivelmente, já fora embora. Ela, justamente naquele dia, estava extremamente linda, seu cabelo brilhava, sua pele opaca de uma maneira que não precisara de maquiagem alguma, mesmo assim, ela usou, deixando-a mais linda que qualquer atriz, modelo ou seja lá qual for sua referencia de beleza. A roupa pouco importava, qualquer coisa cairia bem  em seu corpo perfeitamente esculpido, enfim, ela estava apenas sendo ela!

sexta-feira, 14 de março de 2014

O tempo

O tempo passou
Ela não viu
Se viu não ligou
Pois logo partiu

Por partir
Me matou
Com um único golpe
Apesar de tudo
Não a culpo
Na verdade
Ainda espero que volte.